As fortes chuvas que atingiram Itatiba desde o último sábado provocaram alagamentos na região da Baixada do Jacaré na madrugada desta sexta-feira. Em entrevista ao Jornal das Sete, da Rádio CRN, o prefeito Thomás Capeletto de Oliveira explicou que o volume de água aumentou principalmente nas últimas 24 horas, com períodos de chuva muito intensa durante a noite de ontem.
Segundo o prefeito, a administração contínua fez com que uma grande quantidade de água chegasse ao município vinda das regiões de cabeceira do Ribeirão Jacaré. “Mesmo com a barragem aberta para escoamento, o volume foi tão grande que a água acabou passando por cima da estrutura e agitação o fluxo normal”, afirmou.
Ele explicou que o efeito das chuvas na cidade costuma ocorrer algumas horas depois da ocorrência mais forte nas regiões mais altas. "Quando chove muito nas cabeceiras, leva cerca de três ou quatro horas para essa água chegar até Itatiba. Por volta da 1h ou 2h da madrugada percebemos um aumento muito grande no nível da água", relatou.
Região mais afetada
De acordo com o prefeito, o ponto mais crítico foi a área entre a Ponte do SUS e a Ponte do Mercadão, considerada a parte mais baixa da cidade. Nessa região, o Ribeirão Jacaré transbordou.
A água chegou a invadir o prédio do SUS e também o Mercadão Municipal. Em alguns locais, o nível atingiu cerca de um metrô. As Casas da Vila Santa Clara também registraram entrada de água.
Ainda não há levantamento completo sobre os prejuízos, especialmente no Mercadão. Equipes da prefeitura acompanham a situação enquanto o nível da água continua baixando.
Obras de ajudar a reduzir danos
Durante a entrevista, Capeletto destacou que as obras de combate a enchentes realizadas no Ribeirão Jacaré ajudaram a evitar danos maiores.
Segundo ele, o alargamento do ribeirão, o reforço das margens e outras intervenções permitiram que a água escoasse mais rapidamente após passar pela região mais baixa.
“Se essas obras não foram feitas, tenho certeza de que o cenário seria muito mais complicado”, afirmou.
O prefeito destacou ainda que, após o trecho do Mercadão, a água agitada seu curso normalmente em direção ao Rio Atibaia, sem causar novos pontos de alagamento.
Situação na região da Ação Social
Na próxima área da Secretaria de Ação Social, onde está programada uma campanha de doação de sangue e cadastro de medula óssea, o impacto foi menor.
Segundo o prefeito, a água chegou a subir no estacionamento, mas não atingiu níveis elevados. O almoxarifado da prefeitura, localizado na região, teve poucos danos. “Acreditamos que em algumas horas já será possível fazer a limpeza do local para que as atividades previstas aconteçam normalmente”, disse.
Fluxo para o Rio Atibaia
Capeletto também explicou que uma obra anterior no encontro do Ribeirão Jacaré com o Rio Atibaia ajudou no escoamento da água.
Antes, o ribeirão ficava o rio de frente. Com a retificação feita pela prefeitura, passou a ocorrer em ângulo de cerca de 45 graus, facilitando o fluxo. “Mesmo com o Atibaia cheio, a água conseguiu entrar bem no rio e seguir o curso sem gerar novos problemas”, afirmou.
Grande volume de água
Durante o programa, o jornalista Mané Roberto ressaltou que o Ribeirão Jacaré recebe águas de diversas regiões, incluindo áreas próximas às divisões como Jarinu, Jundiaí e Louveira, o que aumenta o volume que chega à cidade em períodos de chuva intensa.
O prefeito reforçou que o grande volume de atuação foi determinante para o transbordamento. "Quando chove demais, não há estrutura que consiga segurar totalmente a água. O importante é termos obras que reduzam os impactos, e isso fez diferença nesta situação", concluiu.