Juízas palestram para educadores contra abuso infantil

Créditos de Imagem: Tatiana Rostaiser Petti e Educação/PMI
A Prefeitura de Itatiba, por meio da Secretaria de Educação, promove na noite de segunda-feira (18/05), Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a palestra “O Olhar que Protege: A Função Estratégica da Escola no Enfrentamento da Violência contra a Criança e Adolescente”, direcionada a professores, profissionais da educação e específicos no tema e ministrada por juízas que atuam em Itatiba.
O prefeito Thomás Capeletto de Oliveira esteve no Teatro Ralino Zambotto prestigiando. "Esta era uma pauta que pouco se falava; hoje é uma realidade dura e cruel e estamos aqui para trazer informação. Temos que nos unir para tratar seriamente este assunto, principalmente nas áreas de Saúde, Ação Social e Educação, que estão na linha de frente para tentar identificar possíveis casos e buscar socorro, se necessário.
Por isso temos uma Rede de Enfrentamento, para que sejam tomadas providências. Muito obrigado aos doutores por trazerem a informação de quem analisa os casos, acolher e proteger quem precisa”, declarou o prefeito.
"Não podemos silenciar. Somos corresponsáveis e vamos ficar atentos. Como as crianças que pela manhã fizeram fila para tirar essas dúvidas sobre o tema. Para ajudar, precisamos oferecer orientação e informação e, por isso, estamos aqui hoje", afirmou a segurança de Educação, Sueli de Moraes Tuon. “A criança geralmente fica em silêncio e em cada comportamento diferenciado é possível identificar e tentar mapear”, completou a secretária de Governo, Jackeline Boava.
Pedido de ajuda silencioso
Esta ação destacou o papel estratégico da escola na identificação de sinais de violência, no acolhimento das vítimas e na articulação com a rede de proteção. A juíza Fernanda Yumi Furukawa Hata, de Direito Titular da Vara Criminal de Itatiba, frisou que a maioria dos crimes acontece dentro de casa com quem tem vínculo com a criança.
"E a escola, muitas vezes, é o único espaço onde a criança convive com adultos onde os sinais podem ser percebidos. O pedido de ajuda é silencioso, em comportamentos e regressões. Vocês são o elo que liga os que sofrem violência ao sistema de Justiça", destacou.
A juíza Mariane Cristina Maske de Faria Cabral, da 2ª Vara Cível e da Infância e Juventude de Itatiba, falou sobre a importância da escuta quando uma criança busca o adulto para compartilhar a agressão sofrida. "É preciso ter escuta tranquila, sem interrupções e sem cara de julgamentos. Se ela te escolheu, é porque você é confiável para receber essa notícia. Diga: 'você não tem culpa, você fez certo em contar'. Não prometa segredo", orientou a juíza Mariane.
Segundo a psicóloga judiciária Iolanda Krusnauskas, "a maior violência que podemos cometer é não dar escuta de quem superou culpa, medo e ansiedade para confiar e falar. Se você desconfia da criança, você acaba com a relação".
A assistente social judiciária Lucimara Cardoso do Amaral também esteve à frente da apresentação que orientou sobre a soma de olhares de todos os envolvidos nas unidades escolares. Às vezes, uma merendeira pode notar um comportamento que não foi notado pelos professores, ou um responsável pela portaria vê algo que a diretora não viu. Segundo os profissionais, um relato registrado pode ser uma peça que inicia uma investigação criminal e retira uma criança de uma situação de risco.
Para alunos
Também dentro da campanha “Faça Bonito – Proteja nossas crianças e adolescentes”, pela manhã a Educação promoveu a palestra “Quebrando o Silêncio: Identificando e Prevenindo a Violência Sexual”, que teve a participação de mais de 400 alunos da Rede Municipal de Ensino.
Além de orientar os estudantes sobre como identificar situações de violência e promover a denúncia, eles puderam tirar dúvidas com a palestrante, a escrivã da polícia Angela Cristina Cristensen. Participaram as Emebs Maria Salles, Marina Pires, Philomena Zupardo, Araújo Campos, Luiz Pantano, Maria Mercedes Araújo, Rosa Scavone e Chico Peroba.




