Com a chegada do verão, marcada por altas temperaturas e maior volume de chuvas, a Prefeitura de Itatiba reforça o alerta à população para os cuidados com escorpiões, cuja reprodução e circulação tendem a aumentar nesta época do ano.
No município, a espécie mais comum é o Tityus bahiensis, conhecido como escorpião-marrom. Também já houve registros do Tityus serrulatus, o escorpião-amarelo, considerado o mais difundido no Brasil e associado a quadros mais graves de envenenamento.
O Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE) atua em vigilância passiva, atendendo demandas espontâneas da população. Qualquer cidadão pode solicitar visita técnica para orientação e vistoria.
Ao identificar escorpiões em imóveis ou áreas públicas, a orientação é acionar o CCZE pelo telefone (11) 4524-8826 ou pelo e-mail ccze@visa.itatiba.sp.gov.br. Em imóveis habitados, a recomendação é o contato direto com o CCZE.
Já em terrenos ou imóveis residenciais, o município deve procurar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação para que o setor de Fiscalização notifique o proprietário sobre a necessidade de limpeza do local, pelo telefone (11) 3183-0726.
Em casos de acidentes, Itatiba segue os protocolos do Ministério da Saúde para o manejo de ocorrências com escorpiões. A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba é uma unidade de referência no município, cadastrada como ponto estratégico para atendimento de acidentes com animais peçonhentos, com suporte adequado e disponibilidade de soroterapia quando indicada.
A avaliação clínica e a classificação da gravidade são feitas pela equipe médica, e a indicação do soro antiescorpônico ocorre em conjunto com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campinas. Paralelamente, o caso é notificado à Vigilância Epidemiológica, que analisa os dados e encaminha as informações ao CCZE para monitoramento e mapeamento das áreas afetadas.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo indicam que, em 2025, o Estado registrou 42.526 ocorrências relacionadas a escorpiões, com dois óbitos. As condições climáticas favorecem a presença desses animais em áreas urbanas, reforçando a importância da prevenção: manter quintais e ambientes limpos, eliminar entulhos, vedar ralos, frestas e vãos de portas e janelas, além de armazenar corretamente o lixo doméstico.
Após uma picada, o sintoma mais comum é dor intensa no local. Em casos mais graves, podem surgir náuseas, suor excessivo, graves e alterações nos batimentos cardíacos e na respiração. Crianças de até 10 anos estão entre as mais vulneráveis ​​e devem receber atendimento imediato. A orientação é procurar um serviço de saúde assim que haja suspeitas de picada, mesmo que o animal não tenha sido visto, evitando medidas caseiras.
O Estado de São Paulo conta atualmente com 233 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs), distribuídos para reduzir o tempo entre a picada e o atendimento. A população pode consultar o ponto mais próximo no site oficial da vigilância em saúde.

Com informações do Jornal de Itatiba.